ARTIGO PROTECAO RESPIRATORIA

  

 

A proteção respiratória é individual para cada usurário, e para proteção adequada 2 fatores são de extrema importância: Eficiência e eficácia.


A Eficácia está relacionado ao uso correto e durante todo o período de exposição, já a eficiência está relacionada com o equipamento (respirador/máscara). Para que o mesmo seja eficiente, primeiro precisa ser tecnicamente selecionado ao fator de proteção que se requer (FPMR), segundo, o respirador precisa vedar na face do usuário.


Ensaio de vedação qualitativo (por resposta do usuário) são indicados para as peças um quarto facial, semifacial e semifacial filtrante. O ensaio de vedação qualitativo é feito em uma sala, fora da área de risco, onde o condutor do ensaio dispersa um agente químico no ar, ao redor do rosto do usuário, e observa as suas respostas enquanto realiza exercícios padronizados, conforme protocolo descrito no Anexo 11 do PPR 2016 FUNDACENTRO. O respirador que vai ser ensaiado deve estar com filtro que retenha o agente de teste, de modo que, se o usuário detectar cheiro ou sabor enquanto realiza os exercícios, é porque a peça facial não está vedando suficientemente e deve ser procurado outro tamanho, modelo ou formato de respirador. Para a realização deste ensaio, são aceitos quatro agentes de teste: sacarina, bitrex (benzoato de denatonium), acetato de isoamila (óleo de banana – vapor orgânico com cheiro de banana) e “fumaça” irritante (cloreto estânico).

 

 


Ensaio de vedação quantitativo (por pressão do ar- independente da resposta do usuário (objetivo) se aplicam a todas as peças mencionadas anteriormente e também à peça facial inteira e ao capuz com peça semifacial em seu interior. Se não for possível realizar o ensaio de vedação quantitativo em respiradores com peça FACIAL INTEIRA por ausência do equipamento necessário, o ensaio de vedação qualitativo é aceitável. Neste caso, porém, o respirador com peça facial inteira somente poderá ser utilizado quando o FPMR for menor que 10. Nos métodos quantitativos, o vazamento de ar entre a peça facial e o rosto é quantificado, não importando a resposta subjetiva do usuário. Os métodos aceitos são aqueles que utilizam: a) instrumento para a medida da concentração da substância empregada no ensaio (por exemplo, aerossol de cloreto de sódio, de óleo de milho ou de outras substâncias); b) contador de núcleos de condensação de aerossóis do próprio ambiente (CNC) – por exemplo, o PortaCount – dentro e fora do respirador; c) instrumento para o controle de outra grandeza, como, por exemplo, da pressão negativa (CNP) dentro da peça facial (por exemplo, o instrumento Dynatech Nevada Fit Tester 3000).

Escrito por:

Cristiano Aparecido Duarte
Higienista Ocupacional,
Técnico de Segurança do Trabalho,
Esp. em Avaliações Químicas Ocupacionais e
Proteção Respiratória.

Ref. PPR 2016 - BRASIL/MTE - FUNDACENTRO


 

 

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